Olá pessoas,
Hoje no meu post quero falar sobre 3 coisas: A primeira delas é que organizei minha agenda para que eu escreva todas as quartas-feiras. Então procurem dar uma passadinha aqui sempre depois de quarta que terá coisa nova. Minha idéia é que aos poucos o blog seja atualizado diariamente. O segundo assunto, é uma divulgação muito legal: acontecerá nesse ano em SP, do dia 2 a 5 de Julho, a 28ª RBA- Reunião Brasileira da Antropologia. O que estou gostando muito dessa edição é a temática: Desafios Antropológicos Contemporâneos. Terá muitos grupos de trabalhos interessantes! Confesso que ainda não decidi no que tanto conseguirei participar, mas estou com água-na-boca por vários deles. A programação aliás é bem extensa, então sugiro que vasculhem e vejam como está legal. Ah, só pra quem já está com aquela coceirinha de vontade…EU VOU!
Já que estavamos falando da RBA, vamos para o terceiro assunto do dia. Esse ano o tema da Reunião ganhou meu coração. No site, na nota de abertura do evento, a atual presidente da ABA toca num ponto muito importante: as transformações que estão ocorrendo no campo antropológico. Existem demandas do mercado de trabalho em relação a pesquisa antropológica, para isso é preciso pensar sobre os dilemas e os desafios presentes, propondo soluções.
Acho que estamos num período crucial para a Antropologia, que está cada dia ganhando mais espaço no mercado de trabalho em geral. Hoje encontramos muitos profissionais em empresas pesquisando as práticas sociais. Estou curtindo essa idéia de pensar o mundo pela ótica dessas práticas sociais… acho bem legal fazer pesquisas com um objetivo mais prático, ver a cultura materializada em costumes e hábitos de consumo… Me lembro da primeira vez que li Marcel Mauss - um autor clássico da antropologia, onde ele falava que o corpo é culturamente treinado e que ele podia distinguir uma francesa de uma inglesa pelo andar. Guardada a temporalidade de suas pesquisas eu acho isso incrível… e isso para mim é apaixonante. Entendo porque o Mauss era rodeado de alunas!
Ainda sobre esse assunto tem um caso que acho muito legal. Há 20 anos, a empresa LEGO tinha grande popularidade com as crianças, passado os anos, a vida tornou-se mais dinâmica e o interesse pelo brinquedos da LEGO foram diminuindo. Quando eles estavam na iminência da falência, decidiram trocar a gestão da área criativa. Tiveram a excelente idéia de contratar uma equipe pra pesquisar o porquê das crianças não se interessarem mais pelos brinquedos deles. Essa equipe, que era formada por antropólogos, constatou que as crianças estavam interessadas em brinquedos eletrônicos - isso há uns 10 anos. Foi quando a LEGO criou a linha Mindstorm, um case de sucesso da empresa que a levantou novamente. Hoje a LEGO continua sinônimo de inovação e continua sendo sucesso entre as crianças.
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domingo, 18 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Olha eu aqui outra vez...
Então pessoas decidi retomar o blog - criado há algum tempo, mas que pouco foi alimentado. Ora por falta de tempo, ora por falta de inspiração. Minha primeira ideia era postar sobre assuntos que me interessam no dia-a-dia porém com um olhar antropológico. Não sabia ao certo o que iria falar aqui, exceto que era sobre antropologia e experiências vividas de forma etnográfica. No entanto essa proposta acabou ficando muito abrangente e eu me perdi na minhas ideias.
Bom, o fato é que minha cabeça continua a trabalhar muito e tenho vontade de compartilhar coisas que leio, situações que vivo e por isso resolvi retomar o blog. Minha ideia a princípio é falar de tecnologia, consumo e comportamento, mas sei que a identidade desse blog só se formará em alguns meses... Então vamos ver no que vai dar.
Espero que vocês, que estão lendo, gostem.
Sejam bem vindos... novamente!
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Local:
Curitiba
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Antropologia do Youtube
Abaixo segue um vídeo resultado de uma pesquisa antropológica do Youtube. O pesquisador, Dr. Michael Wesch, fez um vídeo com as informações coletadas durante seu "trabalho de campo" - a Internet. Aqui ele mostra como o processo de informação no mundo mudou e como agora temos um acesso muito maior de que quando somente tínhamos a televisão e/ou rádio. Essa forma de fazer etnografia está se tornando comum nos dias atuais.
Mais uma vez os antropólogos reconfiguram a noção de "campo".
Mais uma vez os antropólogos reconfiguram a noção de "campo".
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Movimentar o que está parado.
Esse blog surgiu como qualquer outro, pessoas com idéias e vontade de falar para o mundo o que pensam!!! Nos séculos XVIII, XIX e XX a sociedade do conhecimento colocava seus pensamentos em livros, os autores que caíam nas graças e no gosto do povo tornavam-se clássicos. Mas com o advento do mundo digital e da sociedade de Informação, na qual a internet é o grande meio de comunicação, blogs são os meios de disseminação da informação mais usados hoje. Vale lembrar que há diferença entre informação e conhecimento, os livros ainda são mais que necessários e os grandes clássicos serão clássicos para sempre.
Minhas ambições antropológicas com a internet e com a cultura urbana me fez criar esse blogzinho há dois anos, ele ficou paradinho enquanto eu estava adquirindo material. E agora sinto que está na hora de fazer valer a idéia pra que ele foi criado.
é isso!!
valeu
até breve.
Carol
Minhas ambições antropológicas com a internet e com a cultura urbana me fez criar esse blogzinho há dois anos, ele ficou paradinho enquanto eu estava adquirindo material. E agora sinto que está na hora de fazer valer a idéia pra que ele foi criado.
é isso!!
valeu
até breve.
Carol
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terça-feira, 16 de outubro de 2007
A tendência é ser cool

Fala-se muito em tendências, em prever o futuro e surgem futurólogos a cada momento. Moda, tecnologias, moradias, decoração, alimentação, comportamento...nada passa despercebido pela ótica dos "especialistas do futuro". A nova moda, ou tendência, é se tornar CoolHunter ou Trendhunter. No nosso velho e bom português, eles são os Caçadores de Tendências.
Um coolhunter é um profissional que se dedica a identificar possíveis padrões futuros de comportamentos e atitudes, particularmente no que se refere a produtos de consumo. O conceito de “cool hunting” é a identificação, no presente, das sementes de movimentos que estão ganhando corpo e tomarão forma no futuro. Seria uma aproximação do marketing com a antropologia e as ciências sociais aplicadas a marcas e produtos.
Um coolhunter é um profissional que se dedica a identificar possíveis padrões futuros de comportamentos e atitudes, particularmente no que se refere a produtos de consumo. O conceito de “cool hunting” é a identificação, no presente, das sementes de movimentos que estão ganhando corpo e tomarão forma no futuro. Seria uma aproximação do marketing com a antropologia e as ciências sociais aplicadas a marcas e produtos.
Grandes empresas, cada vez mais, estão interessadas em saber para onde as coisas estão caminhando. Não é para menos: num mundo que parece girar mais rápido a cada dia, onde as transformações são constantes e barreiras são transpostas é preciso criar estratégias com os olhos no futuro.
O caçador de tendências é um profissional capaz de identificar qual das alternativas possíveis terá maior probabilidade de acontecer, permitindo que as partes interessadas atuem de forma antecipada, seja preparando-se para aproveitar uma oportunidade ou reduzir um risco, seja interferindo para alterar o cenário (se possível!).
O perfil ideal do caçador de tendências é o de uma pessoa inquieta, que tem interesse em fenômenos sociais, que goste de lidar com pessoas e formação nas áreas de antropologia, sociologia, psicologia ou design.
Estudar hábitos culturais e observar a sociedade são tarefas fundamentais das ciências humanas. Antropólogos, sociólogos, psicólogos e designers fazem isso o tempo todo e já há bastante tempo. Um cientista social pode contribuir e muito na busca de tendências, sem fazer uso de "achismos".
Cool agora é ser cientista social.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Gilberto Gil e a Indústria Cultural
O Ministério da Cultura encomendou ao IBGE uma pesquisa que permitisse perceber o peso da cultura na economia nacional. O objetivo principal, com os dados, é o de incentivar a profissionalização do processo criativo, agregando ainda a produção, distribuição, divulgação e comercialização da cultura como uma mercadoria a circular no Brasil e no mundo. Outro objetivo da pesquisa é medir o impacto da cultura na economia brasileira de uma forma mais transparente.
Aqui encontramos um problema essencial: Que cultura é essa de que estamos falando e sobre a qual o IBGE coletou dados? A antropologia é a ciência que tem por objeto de estudo a cultura e por isso, vamos recorrer a ela. A antropologia evolucionista compreende que todos os seres humanos estão ligados em uma história comum de evolução; as diferenças entre os povos teriam sua justificativa no fato de cada povo estar situado em uma fase distinta de evolução, perceptível a partir de uma comparação entre eles. Já para a antropologia historicista a especificidade cultural de cada povo é fundamental, ou seja, cada povo tem a sua cultura. No entanto, falar dessa corrente hoje em dia é um debate vazio, pois as barreiras territoriais foram quebradas e tudo se mistura em uma grande salada cultural, graças à tão falada globalização.
Na primeira metade do século XX, os teóricos de Frankfurt foram os primeiros a estudar a questão da mercantilização da cultura (um dos embriões da globalização) promovida pelos Estados Unidos, através do entretenimento. Cinema, rádio, música, TV, moda e alimentação foram as primeiras munições utilizadas por essa nação que dominou culturalmente o lado ocidental do globo nesse século. Para os estudiosos alemães, a missão da cultura de levar o esclarecimento acabava sendo corrompida, e levando a uma diminuição da consciência crítica dos seres humanos, agora entregues a lazeres marcados pela excitação dos sentidos e não pelo estímulo à razão.
Voltando aos dados, a pesquisa do IBGE mostrou que o brasileiro gasta com "produtos e serviços culturais" 8% do orçamento familiar. É um quarto lugar louvável, que fica atrás apenas dos gastos com habitação, alimentação e transporte. O gasto com cultura fica à frente de gastos com vestuário e educação, por exemplo. Ao tentar mensurar na ponta do lápis esses gastos culturais, o governo brasileiro reafirma a figura da indústria cultural e a coloca como um dado estatístico dentro da política econômica.
Algumas perguntas surgem ao pensarmos nesta pesquisa do IBGE: A questão cultural não envolveria o modo como vivemos, onde moramos, como nos alimentamos, nos locomovemos, nos vestimos e como nos relacionamos com outras pessoas? O próprio hábito de consumo não poderia ser estudado através de um olhar mais antropológico?
Sendo assim, o que de real essa pesquisa tenta nos informar?
Aqui encontramos um problema essencial: Que cultura é essa de que estamos falando e sobre a qual o IBGE coletou dados? A antropologia é a ciência que tem por objeto de estudo a cultura e por isso, vamos recorrer a ela. A antropologia evolucionista compreende que todos os seres humanos estão ligados em uma história comum de evolução; as diferenças entre os povos teriam sua justificativa no fato de cada povo estar situado em uma fase distinta de evolução, perceptível a partir de uma comparação entre eles. Já para a antropologia historicista a especificidade cultural de cada povo é fundamental, ou seja, cada povo tem a sua cultura. No entanto, falar dessa corrente hoje em dia é um debate vazio, pois as barreiras territoriais foram quebradas e tudo se mistura em uma grande salada cultural, graças à tão falada globalização.Na primeira metade do século XX, os teóricos de Frankfurt foram os primeiros a estudar a questão da mercantilização da cultura (um dos embriões da globalização) promovida pelos Estados Unidos, através do entretenimento. Cinema, rádio, música, TV, moda e alimentação foram as primeiras munições utilizadas por essa nação que dominou culturalmente o lado ocidental do globo nesse século. Para os estudiosos alemães, a missão da cultura de levar o esclarecimento acabava sendo corrompida, e levando a uma diminuição da consciência crítica dos seres humanos, agora entregues a lazeres marcados pela excitação dos sentidos e não pelo estímulo à razão.
Voltando aos dados, a pesquisa do IBGE mostrou que o brasileiro gasta com "produtos e serviços culturais" 8% do orçamento familiar. É um quarto lugar louvável, que fica atrás apenas dos gastos com habitação, alimentação e transporte. O gasto com cultura fica à frente de gastos com vestuário e educação, por exemplo. Ao tentar mensurar na ponta do lápis esses gastos culturais, o governo brasileiro reafirma a figura da indústria cultural e a coloca como um dado estatístico dentro da política econômica.
Algumas perguntas surgem ao pensarmos nesta pesquisa do IBGE: A questão cultural não envolveria o modo como vivemos, onde moramos, como nos alimentamos, nos locomovemos, nos vestimos e como nos relacionamos com outras pessoas? O próprio hábito de consumo não poderia ser estudado através de um olhar mais antropológico?
Sendo assim, o que de real essa pesquisa tenta nos informar?
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sábado, 18 de agosto de 2007
Olhares Antropológicos
OLHAR
■ verbo: Dirigir os olhos para alguém, algo ou para si; ver-se mutuamente; mirar(-se), contemplar(-se), fitar(-se), forma de interpretar ou realizar a análise.
ANTROPOLÓGICO
■ adjetivo: Relativo a antropologia, que é a ciência do homem no sentido mais lato, que engloba origens, evolução, desenvolvimentos físico, material e cultural, fisiologia, psicologia, características raciais, costumes sociais, crenças, etc.
A utilização da etnografia na investigação dos fenômenos sociais requer o olhar antropológico por parte do pesquisador. José Guilherme C. Magnani alega que em quaisquer domínios das práticas culturais, o importante ao olhar antropológico não é
Olhar, estimular os sentidos, discutir e pensar serão exercícios recorrentes do blog Antropolodia. Aliás, serão vários olhares, pois buscaremos a pluralidade de assuntos e de colaboradores.
Obrigado HOUAISS e MAGNANI por suas contribuições:
HOUAISS. Dicionário da Língua Portuguesa. http://houaiss.uol.com.br
MAGNANI, José Guilherme C. e TORRES, Lilian de Lucca. Na metrópole: textos de antropologia urbana. São Paulo, Edusp, 1996
■ verbo: Dirigir os olhos para alguém, algo ou para si; ver-se mutuamente; mirar(-se), contemplar(-se), fitar(-se), forma de interpretar ou realizar a análise.
ANTROPOLÓGICO
■ adjetivo: Relativo a antropologia, que é a ciência do homem no sentido mais lato, que engloba origens, evolução, desenvolvimentos físico, material e cultural, fisiologia, psicologia, características raciais, costumes sociais, crenças, etc.
A utilização da etnografia na investigação dos fenômenos sociais requer o olhar antropológico por parte do pesquisador. José Guilherme C. Magnani alega que em quaisquer domínios das práticas culturais, o importante ao olhar antropológico não é
apenas o reconhecimento e registro da diversidade cultural (...) mas também a busca do significado de tais comportamentos: são experiências humanas - de sociabilidade, de trabalho, de entretenimento, de religiosidade - que só aparecem como exóticas, estranhas, ou até mesmo perigosas quando seu significado é desconhecido. O processo de acercamento e descoberta desse significado pode ser trabalhoso, mas o resultado é enriquecedor: permite conhecer e participar de uma experiência nova, compartilhando-a com aqueles que a vivem como se fosse “natural”, posto que se trata de sua cultura. (MAGNANI,1996,p.18)Se por um lado, a relação íntima e orgânica entre pesquisador e pesquisado torna a etnografia uma forma interessante para interpretar o fenômeno antropológico, por outro, pode trazer o problema do ‘olhar’ viciado e ofuscado do pesquisador. Este problema, entretanto, torna-se superável através do entendimento do princípio da relativização. O princípio da relativização é considerado indispensável pelos pesquisadores adeptos da etnografia.
A antropologia (...) não dispensa o caráter relativizador que a presença do “outro” possibilita. É esse jogo de espelhos, é, essa imagem de si refletida no outro que orienta e conduz o olhar em busca de significados ali, onde, à primeira vista, a visão desatenta ou preconceituosa só enxerga o exotismo, quando não o perigo, a anormalidade. (MAGNANI,1996,p.21)
Olhar, estimular os sentidos, discutir e pensar serão exercícios recorrentes do blog Antropolodia. Aliás, serão vários olhares, pois buscaremos a pluralidade de assuntos e de colaboradores.
Obrigado HOUAISS e MAGNANI por suas contribuições:
HOUAISS. Dicionário da Língua Portuguesa. http://houaiss.uol.com.br
MAGNANI, José Guilherme C. e TORRES, Lilian de Lucca. Na metrópole: textos de antropologia urbana. São Paulo, Edusp, 1996
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Antropologia no dia-a-dia
ANTROPOLOGIA (cuja origem etimológica vem de anthropos, homem / pessoa e logos, razão / pensamento), é a disciplina dedicada aos estudos dos agrupamentos humanos e à compreensão do sentido do comportamento do Homem, considerando, em sua análise, as origens, o desenvolvimento e a construção de regras que regem as relações internas e externas destas sociedades. Em seu estudo, a Antropologia preocupa-se em aprofundar o conhecimento, por meio da pesquisa de campo, dos sistemas simbólicos e da estruturação das relações entre os grupos humanos que dela fazem parte e que com elas se relacionam, seja em sua relação com a natureza, seja em sua constituição cultural.
Antropologia estudada e entendida no seu dia-a-dia. Aqui será o espaço para debater e discutir essa ciência tão próxima a todos nós. Aguardem!
Antropologia estudada e entendida no seu dia-a-dia. Aqui será o espaço para debater e discutir essa ciência tão próxima a todos nós. Aguardem!
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