segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Antropologia do Youtube
Mais uma vez os antropólogos reconfiguram a noção de "campo".
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Etnografia em uma cultura digital
Vejam essa iniciativa muito interessante de um grupo de trabalho de estudantes de antropologia da Kansas State University (EUA), que se dedica a explorar as possibilidades e o impacto da interação entre seres humanos e a tecnologia, dentro que está sendo chamado de Cultura Digital.
A cultura digital encontra campo fértil dentro da pós-modernidade, período que apesar de muitas discussões, costuma-se a designar o período em que nos encontramos. A cultura digital surge da convergência das mídias, do surgimento do computador e da criação do ciberespaço (Internet). Tudo interligado na forma como nos relacionamos e como nos comunicamos entre si. Manuel Castells diz que "a comunicação definitivamente molda a cultura". E isso se percebe ao olharmos como a comunicação de massa ajudou a construir o sistema cultural do século XX. Agora no início do século XXI vemos essa profusão de informações, de ligações sociais efêmeras, dos cliques rápidos em milhares de páginas na Internet. E como o ser humano se encontra no meio de tudo isso?
É essa a proposta desses alunos norte-americanos. E eles começaram voltando o olhar para dentro de suas classes universitárias...tudo com a ajudinha das novas tecnologias. É uma boa oportunidade para daqui a algum tempo vermos os resultados.
sábado, 18 de agosto de 2007
Olhares Antropológicos
■ verbo: Dirigir os olhos para alguém, algo ou para si; ver-se mutuamente; mirar(-se), contemplar(-se), fitar(-se), forma de interpretar ou realizar a análise.
ANTROPOLÓGICO
■ adjetivo: Relativo a antropologia, que é a ciência do homem no sentido mais lato, que engloba origens, evolução, desenvolvimentos físico, material e cultural, fisiologia, psicologia, características raciais, costumes sociais, crenças, etc.
A utilização da etnografia na investigação dos fenômenos sociais requer o olhar antropológico por parte do pesquisador. José Guilherme C. Magnani alega que em quaisquer domínios das práticas culturais, o importante ao olhar antropológico não é
apenas o reconhecimento e registro da diversidade cultural (...) mas também a busca do significado de tais comportamentos: são experiências humanas - de sociabilidade, de trabalho, de entretenimento, de religiosidade - que só aparecem como exóticas, estranhas, ou até mesmo perigosas quando seu significado é desconhecido. O processo de acercamento e descoberta desse significado pode ser trabalhoso, mas o resultado é enriquecedor: permite conhecer e participar de uma experiência nova, compartilhando-a com aqueles que a vivem como se fosse “natural”, posto que se trata de sua cultura. (MAGNANI,1996,p.18)Se por um lado, a relação íntima e orgânica entre pesquisador e pesquisado torna a etnografia uma forma interessante para interpretar o fenômeno antropológico, por outro, pode trazer o problema do ‘olhar’ viciado e ofuscado do pesquisador. Este problema, entretanto, torna-se superável através do entendimento do princípio da relativização. O princípio da relativização é considerado indispensável pelos pesquisadores adeptos da etnografia.
A antropologia (...) não dispensa o caráter relativizador que a presença do “outro” possibilita. É esse jogo de espelhos, é, essa imagem de si refletida no outro que orienta e conduz o olhar em busca de significados ali, onde, à primeira vista, a visão desatenta ou preconceituosa só enxerga o exotismo, quando não o perigo, a anormalidade. (MAGNANI,1996,p.21)
Olhar, estimular os sentidos, discutir e pensar serão exercícios recorrentes do blog Antropolodia. Aliás, serão vários olhares, pois buscaremos a pluralidade de assuntos e de colaboradores.
Obrigado HOUAISS e MAGNANI por suas contribuições:
HOUAISS. Dicionário da Língua Portuguesa. http://houaiss.uol.com.br
MAGNANI, José Guilherme C. e TORRES, Lilian de Lucca. Na metrópole: textos de antropologia urbana. São Paulo, Edusp, 1996
