sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Piercing e Tatuagem - primeiro olhar



Numa sociedade tribal a pintura corporal e a ornamentação são formas efêmeras de arte, que têm grande importância nos momentos cerimoniais, utilizadas como formas de enfeitar-se ou na construção de uma armadura psicológica, fazendo o seu portador representar seus anseios e angústias, espelhando seu grau de socialização, ou seja, sua integração na sociedade em que está inserida. Como muito bem lembram Castilho e Martins no livro "Discursos da Moda: semiótica, design e corpo (2005)",

“O que define a priori a espécie humana é que em todo o nosso processo histórico, somos movidos a estruturar e a propagar linguagens que possibilitam e potencializam nossa comunicação. Uma das principais características da comunicação humana é a de dotar nosso corpo de significação e, conseqüentemente, de linguagens que são potencializadas por meio de interferências, (...) ressemantizando-o ou, em outras
palavras, dando novos valores a ele.”

Lux Vidal seguindo afirma que os ornamentos corporais são considerados “como material visual que exprime a concepção tribal da pessoa humana, a categorização social e material e outras mensagens referentes à ordem cósmica, ou seja, são manifestações simbólicas e estéticas centrais para a compreensão da vida em sociedade".

Caminhando por uma análise da "sociedade-líquida" de Baumann, podemos interpretar o uso desses adereços modernos como uma forma de resposta a esse mundo das relações efêmeras e egoístas. Ao se tatuar, a pessoa cria laços duradouros entre seus semelhantes e marca em seu corpo uma mensagem definitiva... um grito de "Ainda estou vivo, ainda pertenço a esse mundo".

Etnografia em uma cultura digital

Vejam essa iniciativa muito interessante de um grupo de trabalho de estudantes de antropologia da Kansas State University (EUA), que se dedica a explorar as possibilidades e o impacto da interação entre seres humanos e a tecnologia, dentro que está sendo chamado de Cultura Digital.

A cultura digital encontra campo fértil dentro da pós-modernidade, período que apesar de muitas discussões, costuma-se a designar o período em que nos encontramos. A cultura digital surge da convergência das mídias, do surgimento do computador e da criação do ciberespaço (Internet). Tudo interligado na forma como nos relacionamos e como nos comunicamos entre si. Manuel Castells diz que "a comunicação definitivamente molda a cultura". E isso se percebe ao olharmos como a comunicação de massa ajudou a construir o sistema cultural do século XX. Agora no início do século XXI vemos essa profusão de informações, de ligações sociais efêmeras, dos cliques rápidos em milhares de páginas na Internet. E como o ser humano se encontra no meio de tudo isso?

É essa a proposta desses alunos norte-americanos. E eles começaram voltando o olhar para dentro de suas classes universitárias...tudo com a ajudinha das novas tecnologias. É uma boa oportunidade para daqui a algum tempo vermos os resultados.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A tendência é ser cool



Fala-se muito em tendências, em prever o futuro e surgem futurólogos a cada momento. Moda, tecnologias, moradias, decoração, alimentação, comportamento...nada passa despercebido pela ótica dos "especialistas do futuro". A nova moda, ou tendência, é se tornar CoolHunter ou Trendhunter. No nosso velho e bom português, eles são os Caçadores de Tendências.

Um coolhunter é um profissional que se dedica a identificar possíveis padrões futuros de comportamentos e atitudes, particularmente no que se refere a produtos de consumo. O conceito de “cool hunting” é a identificação, no presente, das sementes de movimentos que estão ganhando corpo e tomarão forma no futuro. Seria uma aproximação do marketing com a antropologia e as ciências sociais aplicadas a marcas e produtos.

Grandes empresas, cada vez mais, estão interessadas em saber para onde as coisas estão caminhando. Não é para menos: num mundo que parece girar mais rápido a cada dia, onde as transformações são constantes e barreiras são transpostas é preciso criar estratégias com os olhos no futuro.

O caçador de tendências é um profissional capaz de identificar qual das alternativas possíveis terá maior probabilidade de acontecer, permitindo que as partes interessadas atuem de forma antecipada, seja preparando-se para aproveitar uma oportunidade ou reduzir um risco, seja interferindo para alterar o cenário (se possível!).

O perfil ideal do caçador de tendências é o de uma pessoa inquieta, que tem interesse em fenômenos sociais, que goste de lidar com pessoas e formação nas áreas de antropologia, sociologia, psicologia ou design.

Estudar hábitos culturais e observar a sociedade são tarefas fundamentais das ciências humanas. Antropólogos, sociólogos, psicólogos e designers fazem isso o tempo todo e já há bastante tempo. Um cientista social pode contribuir e muito na busca de tendências, sem fazer uso de "achismos".

Cool agora é ser cientista social.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Gilberto Gil e a Indústria Cultural

O Ministério da Cultura encomendou ao IBGE uma pesquisa que permitisse perceber o peso da cultura na economia nacional. O objetivo principal, com os dados, é o de incentivar a profissionalização do processo criativo, agregando ainda a produção, distribuição, divulgação e comercialização da cultura como uma mercadoria a circular no Brasil e no mundo. Outro objetivo da pesquisa é medir o impacto da cultura na economia brasileira de uma forma mais transparente.

CinemaAqui encontramos um problema essencial: Que cultura é essa de que estamos falando e sobre a qual o IBGE coletou dados? A antropologia é a ciência que tem por objeto de estudo a cultura e por isso, vamos recorrer a ela. A antropologia evolucionista compreende que todos os seres humanos estão ligados em uma história comum de evolução; as diferenças entre os povos teriam sua justificativa no fato de cada povo estar situado em uma fase distinta de evolução, perceptível a partir de uma comparação entre eles. Já para a antropologia historicista a especificidade cultural de cada povo é fundamental, ou seja, cada povo tem a sua cultura. No entanto, falar dessa corrente hoje em dia é um debate vazio, pois as barreiras territoriais foram quebradas e tudo se mistura em uma grande salada cultural, graças à tão falada globalização.

Na primeira metade do século XX, os teóricos de Frankfurt foram os primeiros a estudar a questão da mercantilização da cultura (um dos embriões da globalização) promovida pelos Estados Unidos, através do entretenimento. Cinema, rádio, música, TV, moda e alimentação foram as primeiras munições utilizadas por essa nação que dominou culturalmente o lado ocidental do globo nesse século. Para os estudiosos alemães, a missão da cultura de levar o esclarecimento acabava sendo corrompida, e levando a uma diminuição da consciência crítica dos seres humanos, agora entregues a lazeres marcados pela excitação dos sentidos e não pelo estímulo à razão.

Voltando aos dados, a pesquisa do IBGE mostrou que o brasileiro gasta com "produtos e serviços culturais" 8% do orçamento familiar. É um quarto lugar louvável, que fica atrás apenas dos gastos com habitação, alimentação e transporte. O gasto com cultura fica à frente de gastos com vestuário e educação, por exemplo. Ao tentar mensurar na ponta do lápis esses gastos culturais, o governo brasileiro reafirma a figura da indústria cultural e a coloca como um dado estatístico dentro da política econômica.

Algumas perguntas surgem ao pensarmos nesta pesquisa do IBGE: A questão cultural não envolveria o modo como vivemos, onde moramos, como nos alimentamos, nos locomovemos, nos vestimos e como nos relacionamos com outras pessoas? O próprio hábito de consumo não poderia ser estudado através de um olhar mais antropológico?

Sendo assim, o que de real essa pesquisa tenta nos informar?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A gente não quer só comida...



No mês de setembro, a revista Mente e Cérebro lançou uma edição especial sobre ALIMENTAÇÃO, chamada "Muito mais que só comer". Esta edição trata das escolhas que fazemos, conscientes ou não em relação a tudo o que chega ao nosso estômago. Além disso, há contribuições antropológicas, tais como, a possibilidade de escolhas por imitação entre as crianças e os adultos, a construção cultural dos hábitos alimentares sobre a formação da auto-imagem social construída na sociedade contemporânea.

A comida como fator de mediação das relações afetivas e os transtornos psíquicos que alteram a relação do indivíduo com o alimento, como obesidade, bulimia e anorexia, mereceram atenção especial nesta edição.

Há também uma matéria chamada "Do cru ao cozido"; escrito por Jasmina Trifoni e fazendo referência a Levi-Strauss o texto trata que os hábitos alimentares registram a evolução dos povos e revelam a capacidade de adaptação cultural da espécie humana. A revista fecha com uma matéria sobre a alteração do padrão alimentar ao ponto da sofistação física, mental e social da espécie humana.

Algumas matérias estão relacionadas à fisiologia cerebral através do consumo de determinados alimentos, mas na maioria delas é relacionada ao comportamento dos seres humanos nas escolhas, na construção cultural dos hábitos alimentares e na relação que há entre o sujeito, comida e sociedade. Tudo isso contribui no modelo de "beleza" que encontramos hoje.


Especial Mente&Cérebro
Ed. 11
Muito mais que só comer
Por: R$ 12,90
Veja mais no site da revista: Clique aqui.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Antropologia para comer, antropologia para beber, antropologia para pensar.

Nos dias 19,20 e 21 de agosto aconteceu em Curitiba nos auditórios do Sesc da Esquina e do Senac, O PRIMEIRO Colóquio de História da Alimentação. Foi um evento rico em opiniões , idéias , discussões e pensamentos. Vários estudiosos compuseram a mesa e a receita foi simplesmente um sucesso. As professoras Dra. Júlia Csergo (Universidade de Lumière - Lyon 2, França) e Dra. Isabel Braga (Universidade de Lisboa - Portugal) vieram dar suas contribuições às pesquisas sobre alimentação em nosso país. O nome do evento, Saber e Sabor, conseguiu aliar a teoria e a prática. Veja o que a organização do evento propôs:


Com o objetivo de propor um espaço interdisciplinar de discussão, como um gênero de fronteira sobre a história e cultura da alimentação, buscando o intercâmbio de informações bem como o fortalecimento desta área de conhecimento, o primeiro Colóquio de História e Cultura da Alimentação acontece no mês de agosto em Curitiba reunindo pesquisadores de todo o Brasil e do exterior, discutindo temas de grande relevância para o estudo da alimentação que permitem uma reflexão sobre o significado e a evolução da sociedade.

1º DIA
O evento começou no dia 19/08 às 20hs, com o pronunciamento do Prof. Dr. Carlos Antunes e de outras autoridades promotoras do Colóquio. A primeira e única palestra da noite foi da Profª Julia Csergo (Université Lumière, Lyon 2, França) que falou sobre Saber e Sabor... História, Comida e Identidade.

“Os homens não sabem mais comer" - Julia Csergo
A professora francesa faz uma cronologia sobre a pesquisa e história da alimentação na França. Ela cita muitos pensadores e autores de relevância sobre o tema: respeito de patrimônios culturais, históricos e materiais. Ela destaca que a nossa vida está organizada em torno da alimentação, sendo um suporte para a identidade e contribuindo para a construção do indivíduo sob aspectos social, territorial e religioso.



2º DIA
Neste segundo dia os participantes Henrique Carneiro (USP), Leila Algrati (Unicamp), Isabel Braga (Universidade de Lisboa) e Deborah Agulham Carvalho fizeram um levantamento dos autores que escrevem à respeito do tema alimentação.

Carneiro começa fazendo referências históricas no Brasil (Câmara Cascudo e Gilberto Freyre), no exterior (Flandrin, Montanari e Fichler) e comenta que muita pesquisa neste campo está crescendo, justamente no campo historiográfico, mas que ocorre também em outras áreas científicas. Ele fala também que há diversos significados culturais atribuídos ao ato de se alimentar, trazendo com isso significados simbólicos desde a forma do preparo até o modo de servir e de nos portarmos a mesa. De acordo com ele, a comida é um mediador afetivo e formador de laços familiares.

Na seqüência a historiadora da USP Leila Algrati fala da base da comida no Brasil Colonial. Ela expôs o resultado da cultura alimentar pela coexistência de várias culturas provindas de locais diferentes e mostrou a diferença de uma historiografia do passado e do presente.

A pesquisadora portuguesa Isabel Braga traz uma referência sobre a sociabilidade à mesa, baseado em trabalhos de autores franceses, espanhóis, italianos e ingleses. Ela faz também um levantamento sobre quais os ítens mais recorrentes na mesa portuguesa.

Já a última pesquisadora da manhã, Deborah Agulha apresentou os trabalhos de David Carneiro, Romário Martins e Saint Hillaire. Ela pesquisou que David Carneiro tinha preocupação com o precesso de fabricação da farinha e da erva-mate. Já para Romário Martins ela acrescentou a importância da caça ao consumo de alimentos. E para finalizar relatou como Saint Hillaire ficou maravilhado com os gostos da comida colonial paranaense.



No período da tarde, a mesa foi composta pelas antropólogas Maria Eunice Maciel (UFRGS), Paula Pinto e Silva (USP), pela socióloga Mônica Abdala e pela pesquisadora Juliana Reinhardt (UFPR). Elas falaram sobre Memória, Tradição e Identidade.
Maria Eunice falou muito sobre o que o gosto disperta nas pessoas: prazer, memória, lembranças... E que isso está ligado à processos sociais de construção de identidade. Um povo pode ser reconhecido pelo tipo de comida que produz.

"O gosto é construído socialmente, mas tem um recorte individual. Quando falamos em patrimônio alimentar, diz respeito à patrimônio gustativo, gastronomia local e regional" - Maria Eunice Maciel

A pesquisadora Paula Pinto e Silva faz uma ligação muito bem construída entre a formação do paladar brasileiro e o tripé colonial composto pela farinha, feijão e carne-seca. Ela mostra também como a cozinha se torna um espaço físico comum à família brasileira.

A professora Mônica Abdala (UFU) falou sobre mudança nos hábitos alimentares. "Pessoas que trabalhavam distantes de suas casas queriam um lugar para comer que fosse um intermédio de suas casas e trabalho". É nesse espaço social que surge o self-service, que é um intermédio da comida caseira com uma profissionalização do serviço.

A pesquisadora Juliana fez uma pesquisa em Cuiritiba e verificou que a broa de centeio da padaria América é tida para os curitibanos de decendência alemã um ítem de sua identidade, pois é fabricada de geração em geração, desde os primeiros colonos que imigraram para o Brasil.


3º DIA
O último dia do evento teve a na primeira mesa a participação das pesquisadoras Rosana Proença, Luciana Patrícia Moraes, Maria Henriqueta Gimenes, pelo pesquisador Raul Lody, pelo chef Alex Atala. Essa mesa trouxe a prática para teoria, pois todos os participantes falaram de uma aplicação da comida no dia-a-dia.

A nutricionista Rosana Proença trouxe que apesar das alterações necessárias por conta da vigilância sanitária algumas coisas devem ser relevadas ou simplesmente readequadas para manter a identidade das receitas, a exemplo dos pratos típicos açorianos em Santa Catarina.



O chef Alex Atala resalta que o patrimônio gustativo cultural para os chefs é relativo aos produtos, a origem deles, gerando um despertar de sabores e prazeres.

“Criar não é olhar para frente. É, muitas vezes, resgatar” - Alex Atala

Para Alex Atala, a troca entre as disciplinas (ciências) é positivo e o lado empírico do cozinheiro pode se complementar à academia. Ele define a mandioca não só como um patrimônio gustativo, mas como o maior pilar da cozinha brasileira.

A última mesa, à tarde, foi composta pelos pesquisadores Carlos Alberto Dória, Janine Collaço, Mariana Corção e Prof. Ricardo Maranhão. Eles trataram de questões etnográficas, historiografias e alimentação como prática social. A professora Janine fala da comida italiana que era característica da cidade de São Paulo foi substituída pela comida fast-food, devido a dinâmica e a velocidade da capital paulista. E isso vem ocorrendo em outras capitais.

O professor Maranhão fez uma historiagrafia do panorama dos bares e restaurantes paulistanos. E a Mariana Corção fez uma pesquisa sobre o Bar Palácio em Curitiba, que mesmo ter mudado de endereço, manteve suas características tradicionais, como por exemplo, o serviço da casa e o ambiente o qual se relaciona os frequeses e o serviço.



Para terminar, lembro de uma citação do Prof. Carlos Antunes na abertura do evento sobre memória gustativa. Ele citou o desenho Ratatouille, na cena onde o crítico gastronômico ao provar um prato preparado pelo chef recebe toda a carga de sensações e prazeres que remetiam a sua infância em algum lugarejo no interior da França. São lembranças que vieram a sua mente em alguns segundos e são essas sensações que procuramos ao estudar antropologia no nosso dia-a-dia.

sábado, 18 de agosto de 2007

Olhares Antropológicos

OLHAR
■ verbo: Dirigir os olhos para alguém, algo ou para si; ver-se mutuamente; mirar(-se), contemplar(-se), fitar(-se), forma de interpretar ou realizar a análise.

ANTROPOLÓGICO
■ adjetivo: Relativo a antropologia, que é a ciência do homem no sentido mais lato, que engloba origens, evolução, desenvolvimentos físico, material e cultural, fisiologia, psicologia, características raciais, costumes sociais, crenças, etc.

A utilização da etnografia na investigação dos fenômenos sociais requer o olhar antropológico por parte do pesquisador. José Guilherme C. Magnani alega que em quaisquer domínios das práticas culturais, o importante ao olhar antropológico não é

apenas o reconhecimento e registro da diversidade cultural (...) mas também a busca do significado de tais comportamentos: são experiências humanas - de sociabilidade, de trabalho, de entretenimento, de religiosidade - que só aparecem como exóticas, estranhas, ou até mesmo perigosas quando seu significado é desconhecido. O processo de acercamento e descoberta desse significado pode ser trabalhoso, mas o resultado é enriquecedor: permite conhecer e participar de uma experiência nova, compartilhando-a com aqueles que a vivem como se fosse “natural”, posto que se trata de sua cultura. (MAGNANI,1996,p.18)
Se por um lado, a relação íntima e orgânica entre pesquisador e pesquisado torna a etnografia uma forma interessante para interpretar o fenômeno antropológico, por outro, pode trazer o problema do ‘olhar’ viciado e ofuscado do pesquisador. Este problema, entretanto, torna-se superável através do entendimento do princípio da relativização. O princípio da relativização é considerado indispensável pelos pesquisadores adeptos da etnografia.

A antropologia (...) não dispensa o caráter relativizador que a presença do “outro” possibilita. É esse jogo de espelhos, é, essa imagem de si refletida no outro que orienta e conduz o olhar em busca de significados ali, onde, à primeira vista, a visão desatenta ou preconceituosa só enxerga o exotismo, quando não o perigo, a anormalidade. (MAGNANI,1996,p.21)

Olhar, estimular os sentidos, discutir e pensar serão exercícios recorrentes do blog Antropolodia. Aliás, serão vários olhares, pois buscaremos a pluralidade de assuntos e de colaboradores.

Obrigado HOUAISS e MAGNANI por suas contribuições:
HOUAISS. Dicionário da Língua Portuguesa.
http://houaiss.uol.com.br
MAGNANI, José Guilherme C. e TORRES, Lilian de Lucca. Na metrópole: textos de antropologia urbana. São Paulo, Edusp, 1996

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Um dia no Quênia

Antropologia no dia-a-dia

ANTROPOLOGIA (cuja origem etimológica vem de anthropos, homem / pessoa e logos, razão / pensamento), é a disciplina dedicada aos estudos dos agrupamentos humanos e à compreensão do sentido do comportamento do Homem, considerando, em sua análise, as origens, o desenvolvimento e a construção de regras que regem as relações internas e externas destas sociedades. Em seu estudo, a Antropologia preocupa-se em aprofundar o conhecimento, por meio da pesquisa de campo, dos sistemas simbólicos e da estruturação das relações entre os grupos humanos que dela fazem parte e que com elas se relacionam, seja em sua relação com a natureza, seja em sua constituição cultural.

Antropologia estudada e entendida no seu dia-a-dia. Aqui será o espaço para debater e discutir essa ciência tão próxima a todos nós. Aguardem!